.hipnose.

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e lá vem tu, com esse jeito de andar
transforma o mundo em estátua
e faz o vento ficar sem ar
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.msn de poesia.

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Andira diz (00:11):
Que desse amor tu compreendas o que é a saudade.
Márgara diz (00:11):
E que da saudade valorizes as lágrimas que não viste.
Andira diz (00:12):
Que da tua cegueira tu entendas o que é solidão.
Márgara diz (00:14):
E enquanto sozinho não percas a esperança.
Andira diz (00:16):
Que da fé em teu futuro tu aceites o teu passado.
Márgara diz (00:18):
E no distante de ti mesmo te aches.
Andira diz (00:19):
Somente assim teus desejos serão cumpridos.
Márgara diz (00:21):
E tu poderás amar de verdade.
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.. sou assim prá ti ..

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eu posso ser uma, duas ou seis
posso ser tantas quantas tu quiser
na hora em que tu desejar
ou de surpresa antes mesmo de tu pensar

posso ser uma, duas ou seis
posso ser uma santa na cama e uma puta no sofá
uma ao te acordar com café
e outra ao te fazer dormir sem ar

posso ser uma, duas ou seis
não importa a fantasia que eu vista
não faz diferença o que tu faça comigo
serei quem tu preferir que eu seja

posso ser uma, duas ou seis
mas sempre serei a mesma
aquela pela qual tu te apaixonou
e que pode ser quantas quiser
só para te ver sorrir
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|do fotolog|

.do ódio.

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eu me odeio
e me odeio apenas
por não poder te amar
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.mar.

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hoje acordei mar

meio imensidão, meio infinito

sonhos platônicos de ocupar o horizonte
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.a felicidade.

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das dores, as maiores, para mim, por favor
não ouso rasgar lágrimas por poucos grãos de areia
o vento destrói minhas dunas, mas não meu sorriso
só deixo meus olhos escorrerem montanhas
não permito pedrinhas bobas
faço das queixas, dilúvio
ou mantenho a ensolação
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.conquiste-me.

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Conta a velha lenda que a bela princesa guarani dançou, mais uma vez, na beira da cachoeira, por seu amor.

Ao som do vento, remexeu suas tatuagens de urucum e jenipapo delicadamente para a lua, até cansar seus pés.

Deitou-se na terra e o rio, que apaixonara-se pela delícia daquele balanço, levou-a para o fundo de seu leito, para vê-la,
também, à luz do sol.

Quando, enfim, a primavera voltou, trazendo as pétalas aveludadas aos gramados e a brisa pueril aos matagais, a lua entendeu o que era saudade.

Chorando estrelas, percebeu o amor por aqueles pequenos traços morenos e minguou, implorando às águas sua amada de volta.

As lágrimas incandescentes, no negro oceano, ecoaram a triste verdade que vinha de longe: já era, assim, tarde demais.
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