.lisztomania.

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Phoenix começa a tocar sem tua permissão.
Levanto até o meio da sala, fecho meus olhos, sonho.
Sou sentimental, penso em ti, danço.
Mexo nos cabelos como se fosse achar teus dedos.
Mexo o corpo como se fosse achar tuas mãos.
Danço nesta sala como sempre dancei para te conquistar no sofá.
Hoje danço como sempre dancei para ti.
Mas é outro quem verá minhas pulseiras cairem no chão.
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.confesso.

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risos incontidos no meio do silêncio
encontros de olhares no canto da sala
corpos frenéticos em busca da verdade
o vento, o ar, o respirar, o suspiro
sempre te avisei
só nua sou sincera
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.dois nós e outras insanidades.

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vesti-me de rendas desleais como as intenções
planejei torturas e sorrisos escondidos
guardei segredos de amor para a meia noite

não tive tempo de bater na porta
teus lábios já me morderam na esquina
deixo ser levada por olhos descobertos

me perco em corpo único de riscos coloridos
dispo-me de tuas mãos por uns segundos
descanso em teu peito até ouvir tua voz

hoje tu é o que tu escolheu ser
hoje eu sou o que tu escolheu prá mim
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.das pequenas dores.

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Juntei todos os meus sorrisos do dia
e te levei com algumas expectativas.

Pulei no teu pescoço com beijos de saudade
e uma mochila cheia de músicas.

Quis gritar coincidências de lembranças que criei de nós
colorindo meu corpo com teu olhar.

Teus braços não aguentaram minha vida
caí no chão sobre os cacos do teu passado.
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.as janelas que borraram minha maquiagem.

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Corredores vazios ecoam meu silêncio
Tropeço em devaneios que transitam nos meus olhos
Lanço um sorriso imaginário tentando me acalmar
Trovões afogam minhas vontades
Tento me agarrar nas bordas do que restou
Espero na outra margem então
Tua mão para me tirar do vazio
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|do baú . 20.04.05|

.eco.

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dói apertado
o eco que se faz
do amor que tu levou
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.lava-me?.

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Ela colocou Basia Bulat bem alto enquanto eu colhi toalhas no varal.
Cansada de não sonhar, pediu-me que lavasse seus cabelos de noite nublada.
Os olhos inchados já não eram mais cachoeira: tornaram-se saaras à espera da primavera.
Sentou-se no chão, cruzou as pernas, largou os abraços perdidos. Índia.
A água gelada lavou as dores mundanas e arrepiou suas entranhas.
Embrulho seus fios entre meus dedos para arrancar tristezas.
Tento embaraçar os desgostos com movimentos fortes no meio da espuma.
Há momentos em que não precisamos de palavras que parem a tempestade.
Vi pequenos seios cresceram numa respiração forçada.
Li seus pensamentos num sussurro, entre uma música e um exagüe.
Não é lágrima, não, boboneca. É xampu.
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